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4 motivos para empreender na crise


Romero Rodrigues, empresário que fundou o Buscapé em 1999, lista motivos para abrir empresa na crise

O mantra “no meio da crise surgem as oportunidades” pode soar otimista demais para quem vê seus custos aumentarem e o lucro escorrer pelos dedos com as mudanças no cenário econômico. Mas histórias como a de Romero Rodrigues, fundador do Buscapé, e a de Jeff Brody, norte-americano do fundo de investimentos em start-ups Redpoint Eventures, confirmam a regra.

Ambos abriram suas empresas em meados de 1999, poucos meses antes de a bolha da internet estourar, em 2000, com a quebra da bolsa Nasdaq. Mas, segundo eles, que viram suas ideias decolarem após a tormenta, uma boa hora para começar pode ser exatamente quando a economia está uma bagunça.

Comecei em 1999, foi o melhor momento para investir. Se você olhar o ano de fundação das grandes companhias de hoje, vai ficar surpreso de quantas começaram naquela época”, diz Brody.

“A macroeconomia tem um papel importante para as empresas. Quando vai bem, impacta de forma positiva. Mas momentos como o de agora também são importantes, pois criam um cenário para empreender”, disse Rodrigues a uma plateia de empreendedores que participaram da inauguração do espaço Cubo, no início do mês.

“Eu comecei em 1999. Foi difícil conseguir capital. Mas foi o melhor momento para investir. Se você olhar o ano de fundação das grandes companhias de hoje, vai ficar surpreso de quantas começaram naquela época”, diz Brody.

 

A seguir, veja as principais razões dos empresários para começar a empreender na crise:

 

1. A competição é menor

Para Romero Rodrigues, numa crise, muitos investimentos são adiados e algumas empresas fecham. Mas isso cria um ambiente com menos jogadores. “Claro que é negativo que empresas fechem neste momento, mas, por outro lado, há menos competidores.”

 

2. Há talentos de sobra

Para uma start-up, ter uma equipe forte é um dos principais requisitos para conseguir investimento. Segundo Jeff Brody, num período de crise, há mais talentos à disposição no mercado, o que aumenta as opções para montar um bom time para iniciar um projeto. “É mais fácil contratar”, diz.

 

3. Positividade é diferencial

Brody observou que especialmente no Brasil os empresários estão muito desestimulados com a economia. “As incertezas tornam mais difícil trazer capital. Mas, francamente, fiquei surpreso pela negatividade.” Segundo ele, em cenários assim, empresas com uma visão mais positiva se destacam diante de investidores. “O empreendedor que consegue ignorar as adversidades é o tipo que os investidores querem agora.”

 

4. Inovação faz mais diferença agora

Em períodos de baixa na economia, soluções inovadoras se tornam necessárias para resolver os problemas que surgem. Por isso, cenários adversos são tão cheios de oportunidades. Cabe aos donos de start-ups realmente encontrarem fórmulas inovadoras para os desafios. E uma solução inovadora, segundo ele, é algo notável. “Inovação é como pornografia. Você sabe que é quando vê.”
 

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