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Equidade: Este conceito pode transformar a nossa sociedade


Uma análise sobre Justiça e Igualdade na história, os desafios para o futuro e como ela funciona nos dias de hoje

por Leandro Dilon | Agência LMA

O sonho de transformar o meio em que vivemos em um lugar melhor, com justas condições de crescimento – seja profissional, econômica ou cultural – pode estar na cabeça de muitas pessoas, partidos políticos, empresas, organizações e demais grupos idealistas, no entanto, a prática só funciona quando novos hábitos começam a ser inseridos na sociedade. Para isso, ações que preservam os direitos do cidadão, ou melhor, que atendam os mais necessitados e evite injustiças, precisam ser mais utilizadas em nossa sociedade.

Para o filósofo grego Aristóteles, a equidade deveria ser buscada de todas as formas pelo homem, com o objetivo de alcançar um bem maior (felicidade) para todos os seres humanos.

O conceito de equidade pode parecer novo para alguns, mas é um dos termos mais antigos da humanidade no que se refere à uma conduta ética por parte do ser humano. Do latim aequitate, a palavra equidade significa justiça natural, disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada um, ou simplesmente justiça, igualdade e retidão, levando em consideração o relacionamento entre os indivíduos em seu meio.

Há cerca de 300 anos antes de Cristo, o filósofo grego Aristóteles já tratava do tema como algo excepcional para o funcionamento correto, justo e pacífico de uma sociedade. Para o pensador, a equidade deveria ser buscada de todas as formas pelo homem, com o objetivo de alcançar um bem maior (felicidade) para todos os seres humanos. A meta só seria alcançada com a prática individual das virtudes de cada ser, e que para serem colocadas em prática necessitava de liberdade e oportunidades.

Portanto, a busca pela excelência neste quesito é apenas mais um dos esforços do cidadão em anos e anos de história. A verdade é que com tanta tecnologia e facilidades de comunicação, que aproximam o homem de seus objetivos, a capacidade de impulsionar este conceito também se torna maior. Campanhas solidárias, como doações de roupas, dinheiro para entidades e serviços voluntários conseguem facilmente atingir objetivos e até ultrapassar suas metas. A verdadeira questão cultural e difícil de entrar de vez na vida atual é a prática pessoal, aquela em que cada indivíduo coloca o conceito como um de seus valores pessoais.

Para o sociólogo Afonso Pola, não dá para falar em equidade sem lembrar da Revolução Francesa no século XXIII, quando pela primeira vez foi levantada a bandeira da liberdade, igualdade e fraternidade. “A revolução marca o fim de uma era de servidão dos homens. Eles já não eram escravos naquela época, mas também não eram livres. Naquele momento foi criado a declaração dos direitos do homem como cidadão”, explica.

Após este período, o avanço da humanidade em vários setores foi muito rápido e exigiu mudanças também para o conceito em questão. “Estamos diante de novos desafios e por isso a equidade precisa estar sempre em transformação para atender aos seus objetivos de igualdade e justiça. Hoje temos que levar em conta a questão ambiental e de sustentabilidade, por exemplo, que antes não existia. Só levando em consideração novos temas poderemos manter a igualdade para as gerações futuras”, diz o sociólogo.

Brand Equity

Empresas também estão vendo com novos olhos o tema e até encontram formas de publicidade e marketing para seus negócios. É o caso das palestras e eventos gratuitos sobre a criação de oportunidades para as pessoas. Eventos que buscam divulgar como o jovem, por exemplo, pode encontrar apoio para seguir uma carreira, ou ainda como uma pessoa consegue encontrar serviços básicos essenciais e reivindicar seus direitos.

O Shopping Villa Lobos, por exemplo, iniciou no dia 19, o Villa Cultural, que teve a intenção de abrir um campo de oportunidades para as pessoas, com mostras gratuitas de filmes, oficinas e palestras sobre diversos temas, como o da ‘Economia Criativa’, afim de mostrar uma nova forma de trabalho para os tempos atuais. Se pensarmos que equidade é a oferta de oportunidades para todos, vemos que a ação atende este requisito, sendo que ela é gratuita e tem a meta de melhorar o mundo em que vivemos. Além disso, é claro, divulga marcas e produtos durante os trabalhos.

Com o intuito de abordar temas latentes e atuais que estão transformando a nossa maneira de viver, o Villa Cultural é realizado pelo Shopping Villa Lobos em parceria com a Saúva Produtora Cultural. “O mundo está em intensa transformação. A forma como nos relacionamos, fazemos negócios, consumimos e até como nos comportamos está em constante evolução. A ideia do projeto é disseminar informações sobre os novos caminhos que estão sendo criados por meio da tecnologia e abrir espaço para novas iniciativas, além de fomentar a economia criativa, o empreendedorismo e métodos alternativos de mobilidade”, explica Rafael Duek, idealizador do Villa Cultural.

O exemplo alemão

Contrariando seu histórico de preconceito, arraigado na mente coletiva devido ao movimento nazista imposto por Hitler no início do século passado, a Alemanha tem mostrado bons exemplos de solidariedade neste ano de 2015. Com a expectativa de receber quase 1 milhão de refugiados que chegam da Hungria, passando por rotas de países em conflito no Oriente Médio e da Ásia, os alemães estão sendo acolhedores em relação aos refugiados, que buscam no país europeu melhores condições de vida.

Interessante dizer, que entre os refugiados estão advogados, médicos e professores, ou seja, profissionais bem sucedidos, mas que viram em seu país a falta da equidade.

Interessante dizer, que entre os refugiados estão advogados, médicos e professores, ou seja, profissionais bem sucedidos, mas que viram em seu país a falta da equidade e, sem escolhas, precisam recomeçar do zero suas vidas em um outro país. O mais interessante é ver que famílias alemães têm oferecido hospedagem, comida e ajuda gratuitamente. Podemos dizer que, enquanto o governo busca fazer um acordo com os imigrantes, os alemães cumprem sua parte recebendo os mais necessitados, como pode ser visto neste vídeo do Channel 4 News (principal telejornal britânico):

Igualdade no Brasil

No Brasil, o governo federal deu um passo gigantesco nesta questão ao criar, em 2003, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), e dentro dele o Observatório da Equidade. Com a função de amparar as decisões tomadas em todas as esferas do governo, sempre levando em consideração a Justiça entre as pessoas, o Observatório funciona com diretores de vários órgãos e empresas que trabalham diretamente com a equidade. É diretor do órgão, por exemplo, um profissional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza pesquisas sobre desigualdade na educação, no trabalho e na saúde. Com pessoas capacitadas e que trabalham com o tema, a unidade presta um certo tipo de ‘consultoria’ quando leis e ações são realizadas pelo governo, sempre visando a igualdade entre as pessoas.

“Hoje temos que levar em conta a questão ambiental e de sustentabilidade, que antes não existia”, diz o sociólogo Afonso Pola.

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